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sábado, 17 de março de 2018

ALFABETIZAR LETRANDO: UM ESTUDO DE CASO NA ESCOLA SANTA TEREZINHA NO MUNICÍPIO DE ITAITINGA-CEARÁ (LITERACY AND LITERATE: A CASE STUDY IN SCHOOL SANTA TEREZINHA IN ITAITINGA-CEARÁ)

Denise Ferreira da Silva¹1

Silvia Leticia Martins de Abreu²



Educação & Ensino, Volume 1, Número 2, jul./dez. 2017. 
http://fate.edu.br/revista-de-pedagoga/   ou  http://fate.edu.br/documentos/revistas/educacao-e-ensino-2.pdf

RESUMO
O presente artigo trata da alfabetização e letramento no que diz respeito ao alfabetizar letrando dentro das possibilidades de melhorar a visão dos profissionais de ensino a partir de suas práticas educacionais no 2º ano do ensino fundamental: um estudo de caso na Escola Santa Terezinha, assunto esse de grande importância no processo de ensino aprendizagem dos educandos de aquisição da leitura e escrita. O estudo teve como base a Escola Santa Terezinha, onde foi possível entre o grupo gestor e a professora do 2º ano uma pesquisa com o tema em questão. O objetivo dessa pesquisa é investigar as práticas de alfabetização e letramento desenvolvidas no 2º ano da Escola de Ensino Fundamental Santa Terezinha. Pautando-se no estudo bibliográfico, realizou-se um estudo de campo, o qual foi possível aplicar um questionário com a educadora. Percebe-se que a professora entrevistada ainda não possui um conceito formado sobre o assunto abordado, pois a mesma em sua fala deixa claro que precisa de uma formação continuada para consolidar esse conhecimento.

Palavras-chave: Alfabetização; Letramento; Leitura; Escrita.

ABSTRACT
This article deals with the literacy and literacy with regard to alphabetize literating within the possibilities of improving the vision of education professionals from their educational practices in the second grade of elementary school: a case study in Santa Terezinha School, this subject of great importance in the teaching learning process of learners ‘ acquisition of reading and writing. The study was based on the Santa Terezinha School, where was possible between the Group Manager and second-year teacher a survey of the subject in question. The goal of this research is to investigate the practices of literacy and literacy developed in the second grade of Santa Terezinha Elementary School. Basing himself in the bibliographical study, conducted a field study, which was possible to apply a questionnaire with the educator. One can see that the teacher interviewed still lacks a concept formed on the subject, since the same in your speech makes it clear that needs continued training to consolidate that knowledge.


Keywords: literacy; Literacy; Reading; Writing.


1. INTRODUÇÃO

O presente artigo apresenta o tema alfabetizar letrando. Este artigo surgiu como forma de buscar conhecimento no contexto de alfabetização e letramento em sala de aula cujo tema é alfabetizar letrando. É importante para o professor (a) que trabalha nos anos iniciais do ensino fundamental tenha conhecimento dos conceitos de alfabetização e letramento, a fim de entender em que momento ocorre e como instigá-los.

Segundo Ferreiro (1987), a alfabetização e letramento se completam. Alfabetizar é fazer com que o sujeito se torne capaz de ler (decodificar) e escrever (codificar) bem como utilizar adequadamente a língua escrita. Alfabetizar letrando no ramo da educação é um desafio para muitos professores. A sociedade do conhecimento exige do indivíduo, que além de ler e escrever ele saiba fazer uso da
leitura e escrita em suas práticas sociais para que possa se integrar na sociedade e exercer sua cidadania, isto é, o sujeito tem que saber ler, interpretar, enfim conhecer o significado das palavras no que se refere ao código escrito. Diante deste contexto surge o problema: Quais os desafios do docente no processo de alfabetizar letrando?

Esta pesquisa tem como base de estudo a pesquisa bibliográfica e o estudo de caso, tendo como objetivo geral investigar as práticas de alfabetização e letramento desenvolvidas no 2º ano da Escola de Ensino Fundamental Santa Terezinha no município de Itaitinga-Ce Entreos objetivos específicos podemos citar: conceituar alfabetização e letramento; investigar as práticas pedagógicas em sala de aula, no ensino da língua escrita, na perspectiva do alfabetizar letrando; identificar os principais desafios encontrados no processo de alfabetização e letramento.

Desse modo, o estudo de caso a se investigar são as práticas de letramento desenvolvidas no processo de alfabetização das crianças do 2º ano cujo lócus foi a Escola de Ensino Fundamental Santa Terezinha, no município de Itaitinga-Ce. Esta turma é composta por vinte cinco crianças, na faixa etária entre sete e oito anos. A escolha por essa turma se deu por se tratar de uma série que eu já lecionei e a qual me identifico por trabalhar diretamente com o processo de alfabetizar letrando. Essa experiência vivenciada facilitou a pesquisa e trouxe melhor resultado.

Acredita-se que esta pesquisa ajudará a escola a implantar novas metas no seu Projeto Político Pedagógico (PPP) em curto prazo e ajudará a melhorar os índices da escola trazendo nova
metodologia de trabalho ao educador.


2 ALFABETIZAÇÃO X LETRAMENTO: DIFERENÇAS ENTRE SUAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS EM SALA DE AULA

Este capítulo trata das abordagens teóricas aos conceitos de alfabetização e letramento, as principais práticas pedagógicas no ensino da língua escrita e alfabetizar letrando, uma nova perspectiva.
2.1 Conceituando Alfabetização
            Dentre os autores que discutem sobre alfabetização foi selecionado alguns com os quais houve identificação maior, como Soares (2003), Freire (1983) e Ferreiro (1999). Cientes de que não irá se esgotar o tema que tem sido alvo de inúmeras pesquisas e debates na área da educação, e diante da tentativa de dar uma ideia da perspectiva que será adotada nas práticas docentes.
            Segundo Soares (2003), a alfabetização é compreendida como um procedimento de representação de fonemas em grafemas e grafemas em fonemas entendeu que alfabetizar é obter as habilidades de: codificar a língua escrita (escrever) e decodificar a língua escrita (ler).
            De acordo com Soares, a alfabetização é um processo de aquisição da leitura e escrita. Por meio do código escrito o indivíduo adquiri habilidades de leitura e escrita, compreende o significado das palavras e se torna capaz de diferenciar letras e símbolos.
A alfabetização é um processo que ocorre em todo período escolar, tendo início na pré-escola e não finaliza na aprendizagem da leitura e da escrita. Segundo Soares (2015, p.29) "Alfabetização, que se designa a ação de alfabetizar, de ensinar ler e escrever e nos seja tão pouco familiar o termo alfabetismo, designando o estado ou a condição que assume aquele que aprende a ler e escrever”.
            Para Soares, a alfabetização é o ato de ensinar a ler e escrever, ou seja, é quando o indivíduo é capar de compreender os significados por meio do código escrito.
O processo de alfabetizar é um ato que permite e habilita o indivíduo a relacionar-se com a leitura e escrita, desvendando um mundo codificado socialmente e como utilizá-lo. Soares (1998, p.33) afirma que:

Alfabetização é dar acesso ao mundo da leitura. Alfabetizar é dar condições para que o indivíduo criança ou adulto tenha acesso ao mundo da escrita, tornando-se não só de ler e escrever, enquanto habilidades de codificação e decodificação do sistema da escrita, mas e, sobretudo de fazer uso real e adequado da escrita com todas as funções que tem ela em nossa sociedade e também como instrumento na luta pela conquista da cidadania plena. (SOARES, 1998, p.33).
 

Mediante o esboço de Soares, alfabetizar é proporcionar o contato com o mundo da leitura. É dar condições a criança ou adulto de ter acesso ao mundo da escrita, lhe tornando capaz de faz uso dessa escrita na sociedade ao qual está inserido.
A alfabetização é um procedimento de aquisição da língua escrita, isto é, um conjunto de métodos, técnicas e habilidades para ação da leitura e da escrita. Sendo estas habilidades de codificação de fonemas em grafemas, decodificação de grafemas, habilidade motoras e direção correta da escrita. Para Emília Ferreiro “A alfabetização não é um estado ao qual se chega, mas um processo cujo início é, na maioria dos casos, anterior à escola e que não termina ao finalizar a escola primária”. (FERREIRO, 1999, p.47)
De acordo com Ferreiro, a alfabetização é um processo contínuo onde cada criança se desenvolve no seu tempo de aprendizagem e a mesma deve estar voltada para uma metodologia contextualizada e significativa.
            Para Paulo Freire (1983, p.49) o ato de “[...] alfabetizar-se é adquirir uma língua escrita através de um processo de construção do conhecimento com uma visão crítica da realidade”. Nessa definição o autor agrega a apropriação à conquista da cidadania.
             De acordo com o esboço de Freire o processo de alfabetização vai além do domínio do código escrito, tendo uma definição mais abrangente. Ele defendia a ideia de que a leitura de mundo precede a leitura da palavra, fundamentando-se na antropologia: o ser humano muito antes de inventar códigos linguísticos, já lia o seu mundo. Tornar as práticas de leitura significativas de acordo com Freire é aprender a ler- lendo. Aprender a escrever escrevendo, compreendendo e se apropriando do que é lido.
            A escrita é um projeto de conhecimento que a criança introduz, pois a linguagem impressa e oral é organizada ao pouco pela criança. Segundo Emília Ferreiro (1987, p.24):

O desenvolvimento da alfabetização ocorre, sem dúvida, em ambiente social. Mas as práticas sociais, assim como as informações sociais, não recebidas passivamente pelas crianças. Quando tentam compreender, elas necessariamente transformam o conteúdo recebido. Além do mais, a fim de registrarem a informação, elas transformam. (FERREIRO, 1987, p.24).

No momento em que o indivíduo é capaz de decodificar as letras do alfabeto e reconhecê-las numa organização estrutural, que é a língua escrita, pode-se dizer que o indivíduo está alfabetizado.
            Pouco tempo atrás, ler e escrever, codificando e decodificando o sistema de escrita era o satisfatório para atender a classe trabalhadora. Nos dias de hoje, a sociedade deseja indivíduos mais capacitados, que sigam o ritmo acelerado da tecnologia exigindo pessoas que vão da decodificação, ou seja, que façam uso adequado da leitura e da escrita em ocasiões do dia a dia.
            Dentre os conceitos citados acima, o que mais se aproxima da nossa visão é o de Soares, que afirma que alfabetizar é dar acesso à leitura de mundo. É dar condições para que o indivíduo tenha acesso ao mundo da escrita, tornando-o capaz não só de ler e escrever, mas saber fazer o uso social desta leitura e escrita.

2.2 Definindo Letramento

O surgimento do termo do letramento no Brasil para Soares (2003c) se deu na década de 1980 e só em 2001 é que o dicionário Houaiss registrou as palavras letramento e letrado, definindo letramento como um conjunto de práticas que denota a capacidade de uso de diferentes tipos de material escrito. A ideia de letramento na França, Portugal, Inglaterra e nos Estados Unidos surgiu também na mesma época como necessidade de se nomear e reconhecer práticas sociais de leitura e escrita. Segundo Soares (2003c, p.13)

O que mais propriamente se denomina letramento, de que são muitas as facetas – imersão das crianças na cultura escrita, participação em experiências variadas com a leitura e a escrita, conhecimento e interação com diferentes tipos de gêneros de material escrito. (SOARES, 2003, p.13).

Para Soares, o letramento pode ser definido de várias formas, pois a inclusão das crianças no mundo da escrita, participação em diferentes vivências de leitura e escrita, manuseio de diversos gêneros textuais e interação com o mundo letrado proporciona as crianças a inserção no ambiente de letramento. 
Soares considerara uma criança letrada quando:

[...] a criança que ainda não se alfabetizou, mas folheia livros, finge lê-los, brinca de escrever, ouve histórias que lhe são lidas, está rodeada de material escrito e percebe seu uso e função, essa criança é ainda “analfabeta”, porque não aprendeu a ler e escrever. Mas já penetrou no mundo do letramento, já é de certa forma letrada. (SOARES, 2009. p. 24).

            Diante das palavras da autora, a criança que ainda não foi alfabetizada, mas que está mergulhada em diferentes suportes de leitura no seu cotidiano familiar ou escolar, sabendo interpretar as histórias ouvidas, fazendo de conta que está escrevendo, de certa forma está criança ainda não é alfabetizada, mas é letrada.
Compreendemos que o processo de descoberta do código escrito pela criança letrada é avaliado pelas significações que os diversos tipos de discursos que tem para ela, ampliando seu campo de leitura através da alfabetização. Antigamente acreditava que a criança entrava na leitura somente quando dominasse o código escrito, pensamento esse excedido na concepção do letramento, que leva em conta toda a experiência que a criança tem de leitura de mundo, mesmo antes de ser capaz de ler os signos escritos.
No momento em que a criança nasce numa sociedade letrada se inicia o processo de alfabetização e letramento, pois a mesma vive em contato direto com material escrito e de pessoas que usam a leitura e a escrita. As práticas de leitura e escrita vão desde cedo sendo conhecidas e também vão reconhecendo o sistema de escrita, alfabético e ortográfico.
Portanto, o letramento decorre das práticas sociais que a leitura e escrita exigem, nos diversos contextos que abrangem a compreensão e expressão lógica e verbal. É a função social da escrita enquanto que a alfabetização se refere ao desenvolvimento de habilidades da leitura e escrita.
Vygotsky (2004, p.21) idealiza letramento como o auge de um processo da história de mudança e representação de instrumentos mediadores. "Representa também a causa da elaboração de formas mais sofisticadas do comportamento humano que são os chamados processos mentais superiores, tais como: raciocínio abstrato, memória ativa, resoluções de problemas etc". (VYGOTSKY apud TFOUNI, 2004, p.21).
Para Vigotsky, o letramento é o ponto mais importante do processo de alfabetização, pois é ele que torna o indivíduo capaz de utilizar suas práticas de leitura e escrita no seu convívio em sociedade.
Em síntese letramento é utilizar socialmente a “tecnologia escrita”, envolvendo as habilidades de ler e escrever, informar-se no imaginário, conhecimento, interpretar e produzir diferentes tipos e gêneros de texto, empregar a escrita para localizar e prover informações e conhecimentos.
Para o professor que trabalha principalmente nas séries iniciais faz-se necessário que haja uma formação significativa, pelo fato de estar surgindo uma nova concepção de alfabetização exige também uma nova ideologia de formação de professores. O professor alfabetizador não deve esquecer-se da especificidade da alfabetização como domínio do sistema, e no caso do letramento também com a sua especificidade que seria fazer com que o aluno se aproprie e se envolva em práticas sociais fazendo uso desse sistema.

2.3 As Principais Práticas Pedagógicas no Ensino da Língua Escrita

A prática pedagógica tem sido foco de investigação nas últimas décadas por muitos pesquisadores preocupados com os problemas da educação. Devido à complexidade do assunto e à diversidade de olhares reflexivos sobre o tema, é necessário discorrer sobre o papel do professor diante de sua prática pedagógica na sala de aula, com a intenção de superar a visão conservadora e tradicional da ação docente perante as demandas da sociedade contemporânea.
2.3.1 Algumas maneiras de iniciar a compreensão da língua escrita
            A prática docente engloba um conjunto de atividades que o professor pode realizar que se divide em três etapas: o planejamento, a execução do processo de ensino aprendizagem e a avaliação. Segundo Zóboli (1991) essas etapas constituem o ciclo docente, pois se complementam e se repetem várias vezes durante a prática educativa.
            O educador poderá proporcionar aos alunos diferentes formas de leitura e escrita. Num passeio pela escola, por exemplo, os alunos poderão observar e tentar ler o que está escrito nos cartazes, no mural, o nome da escola na fachada e o número das salas. No lado de fora da escola, o professor poderá solicitar que observem coisas escritas e depois fazer questionamentos sobre o que viram se eram letras, números ou apenas símbolos, onde estavam escritos, se são capazes de imaginar o sentido das palavras escritas encontradas na rua.
            Proporcionar aos alunos o contato com diversos portadores de texto para incentivá-los no processo de leitura e escrita. Cartas, poesias, poemas, bilhetes, histórias em quadrinhos e outros, poderão mostrar aos educandos a magia do mundo letrado e despertará a curiosidade para descobrir cada vez mais esse mundo.
            É importante trabalhar a diferença entre letras e números. Algumas crianças confundem letras e números, fazendo uso de algarismos na escrita de palavras como se fossem letras. Para facilitar a distinção e ultrapassar esta dificuldade no processo de alfabetização, o professor deverá trabalhar as diferenças entre números e letras em diversos contextos.
            De acordo com Carvalho (2002), trabalhar com o nome dos alunos é muito importante porque toda criança atribui estima especial ao próprio nome e se interessa por aprendê-lo e aqueles que já sabem “desenhar” a assinatura descobrem coisas novas objetivando a escrita do nome dos colegas.
            É preciso que o professor desenvolva um projeto que trabalhe a escrita do nome em diferentes contextos envolvendo atividades lúdicas, de escrita, levando o aluno a fazer comparações como: existem nomes com poucas letras e com muitas letras, existem nomes que começam com a mesma letra e nomes que têm a mesma quantidade de letras.

2.4 Alfabetizar letrando: Uma nova perspectiva

            Desde a educação infantil é possível promover situações na qual a criança possa estar em contato com a escrita por meio do uso de diversas formas de comunicação, desenvolvendo ações com significados para promoção do alfabetizar letrando. Isto implica trazer para dentro de sala de aula o contato com vários gêneros textuais, levando as crianças a refletirem sobre a língua que se escreve a norma culta ou padrão.
            Tomar para si essa responsabilidade significar ensinar a língua escrita, e para que isso ocorra se faz necessário que os professores alfabetizem letrando desde as séries iniciais, apresentando o ensino da língua escrita na perspectiva do letramento.
            O processo da alfabetização acontece na perspectiva do letramento, quando é utilizado para atender as necessidades sociais, onde não basta apenas aprender a ler e escrever, mas é preciso utilizar de maneira competente, entendendo a função de ambas nas relações sociais.
Soares (2004) apresenta as especificidades referentes aos procedimentos educacionais de alfabetizar e letrar, pondo em evidência que os dois processos são diferentes, porém, inseparáveis, considerando que o convívio com o mundo da escrita ocorre de maneira simultânea pelos caminhos da alfabetização e letramento.
É importante que as crianças tenham contato com adultos alfabetizados com a leitura, mesmo antes de serem alfabetizados. Crianças que convivem em um ambiente que os pais têm o hábito da leitura diariamente e interagem com elas, não só aprendem a ler com mais facilidade como se tornam excelentes escritores no final de sua trajetória escolar. O professor pode propiciar um ambiente letrado, levando em conta o conhecimento prévio, embora pequenas, as crianças levam para a escola o conhecimento que adquiriram na vida familiar.
            Quando se ouve e produzi histórias, como diz Brito (2007, p. 36) “a criança constrói o seu aprendizado da língua escrita, que não se limita ao conhecimento das marcas gráficas a escrever ou a interpretar, mas engloba gênero, estrutura do texto, formas e recursos da língua”.
O uso de textos na alfabetização é preciso para focar em dois aspectos da aprendizagem da língua escrita, assim o aluno alfabetizado e letrado tem possibilidade de usar a escrita nas diversas situações da vida cotidiana.
            A participação em práticas sociais de leitura e escrita são importantes não só no processo de alfabetização, mas também para a apropriação da língua escrita em situações do cotidiano. Desse modo, a alfabetização na perspectiva do letramento deve focar na importância do trabalho com diferentes gêneros textuais, com base nos diversos suportes de leitura.
            Segundo Weisz (2000, p.62) “o ensinar a língua escrita em contextos letrados, à função do professor é observar a ação das crianças, acolher ou problematizar suas produções, intervindo sempre que achar que pode fazer a reflexão dos alunos sobre a escrita avançar”.
            As práticas de letramento devem acontecer de maneira reflexiva a partir da apresentação de situações problemas, em que, as crianças descubram as suas hipóteses e sejam levados a pensar sobre a escrita, ler, participar e escrever com função social, utilizar textos com significados, interagir com a escrita, utilizar a leitura e escrita como forma de interação. Em atividades de produção coletiva, o professor deve atuar como escriba, propondo à criança a reescrita da história, assim é possível fazer uma reflexão sobre o que as crianças escrevem e como escrevem.
            O fazer diferente da alfabetização na perspectiva do letramento requer do professor alfabetizador conhecimentos específicos sobre a natureza da aquisição da leitura e da escrita, a fim de que possa entender a dinâmica do processo de aprender a sistematização do código escrito pelo aluno.

3 METODOLOGIA
            A pesquisa deste artigo tem como cunho investigativo uma abordagem qualitativa, no que diz respeito à natureza, assim como os respectivos objetivos são de fins descritivos. Desta forma, será feita uma pesquisa bibliográfica através da consulta de autores renomados como: Gil (1999), Lakatos & Marconi (2001) e Bogdan & Biklen (2002), além de uma pesquisa de campo através do estudo de caso que será realizado por meio de um questionário de cinco questões subjetivas com a professora do 2º ano.
            De acordo com Gil (1999), as pesquisas descritivas têm como principal objetivo realizar a descrição das características de uma determinada população ou fenômeno, ou estabelecer relações entre as variáveis. Segundo Arker, Kumam & Day (2004), a pesquisa descritiva, geralmente, aplicar dados dos levantamentos e se caracteriza por manter uma relação de causalidade que as hipóteses especulativas não especificam.
            Para esses autores, a pesquisa descritiva requer um conhecimento aprofundado do problema a ser pesquisado, ou seja, o pesquisador precisa saber exatamente o que almeja atingir com essa investigação.
            De acordo com Bogdan & Biklen (2003), a definição de pesquisa qualitativa abrange cinco características básicas: dados descritivos, preocupação com o significado, ambiente natural, processo de análise indutivo e preocupação com o processo.
            Para Gil (1999), a utilização dessa abordagem proporciona o aprofundamento da investigação das questões relacionadas aos fenômenos em estudo e de suas relações, diante a máxima valorização do contato direto com a situação em estudo, analisando o que há de comum, mas perdurando, entre tanto, aberta para perceber a individualidade e os significados múltiplos.
            Este tipo de pesquisa utiliza o ambiente natural como fonte direta de dados e o pesquisador como seu principal instrumento. Ela auxiliar na investigação do assunto abordado, utilizando como referência a revisão de autores renomados.
            Para Lakatos & Marconi (2001, p. 183), a pesquisa bibliográfica,

“[...] abrange toda bibliografia já tomada pública em relação ao tema estudado, desde publicações avulsas, boletins, jornais, revistas, livros, pesquisas, monografias, teses, materiais cartográficos, etc. [...] e sua finalidade é colocar o pesquisador em contato direto com tudo o que foi escrito, dito ou filmado sobre determinado assunto [...]”. (LAKATOS & MARCONI, 2001, p. 183).

Todo trabalho cientifico, toda pesquisa, deve ter o apoio e o embasamento na pesquisa bibliográfica, para que não se perca tempo com um problema o que já foi solucionado e possa apresentar conclusões inovadoras (LAKATOS & MARCONDI, 2001).
            Segundo Vergara (2000), a pesquisa bibliográfica é aplicada com base em materiais já constituídos, principalmente, por meio de livros e artigos científicos e é de suma importância para o levantamento de informações sobre aspectos diretamente ligados à temática em estudo. A pesquisa bibliográfica tem como principal vantagem o fator de fornecer ao pesquisador um instrumental analítico para qualquer outro tipo de pesquisa, mas também pode esgotar-se e si mesma.
            A pesquisa bibliográfica baseia-se principalmente no estudo de livros e artigos científicos já publicados sobre o tema em estudo, visando oferecer ao pesquisador um leque de informações sobre o assunto a ser investigado.
            A outra linha de investigação abordou uma pesquisa de campo: um estudo de caso. Conforme Yin (2001), é caracterizado pelo estudo aprofundado e exaustivo dos fatos objetos de investigação, permitindo um amplo conhecimento da realidade e dos fenômenos pesquisados.

“Um estudo de caso, é uma investigação empírica que investiga um fenômeno contemporâneo dentro do seu contexto da vida real, especificamente quando os limites entre o fenômeno e o contexto não estão claramente definidos” (YIN, 2001 p. 33).

Para o autor, o estudo de caso exige um aprofundamento dos fatores de investigação, proporcionando um leque de conhecimentos da realidade e das causas pesquisadas.
Marconi &Lakatos (1996, p.88) definem o questionário estruturado como uma “[...] série ordenada de perguntas, respondidas por escrito sem a presença do pesquisador”. Dentre as vantagens do questionário, podemos destacar as seguintes: ele permite abranger um maior número de pessoas; a padronização das questões possibilita uma interpretação mais uniforme dos respondentes, o que facilita a comparação das respostas escolhidas, além de assegura o anonimato do entrevistado.
Segundo Cervo & Bervian (2002, p. 48), o questionário “[...] refere-se a um meio de obter respostas às questões por uma formula que o próprio informante preenche”. Ele pode conter perguntas abertas e/ ou fechadas. As abertas possibilitam respostas mais ricas e variadas e as fechadas maior facilidade na tabulação dos dados.
O questionário assegura o anonimato do entrevistado, porém não assegura a sinceridade das respostas obtidas, ele envolve aspectos como qualidade dos interrogados, sua competência, franqueza e boa vontade. Os interrogados podem interpretar as perguntas a sua maneira.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

              Neste artigo foi possível observar que a Alfabetização e Letramento podem contribuir de forma significativa na aprendizagem das crianças que estão no processo de aquisição da leitura e escrita. Assim, nesta pesquisa foram discutidos os conceitos de alfabetização e letramento, bem como as práticas pedagógicas no ensino da língua escrita e alfabetizar letrando: uma nova perspectiva. O tema em estudo: Alfabetizar letrando: Uma nova visão da prática de ensino: Um estudo de caso no 2º ano do ensino fundamental da Escola Santa Terezinha foi explorado através de autores renomados.           Desde as séries iniciais, quanto antes às crianças se apropriarem da leitura e da escrita, mais poderão desenvolvê-las com êxito em seus anos de escolaridade, sendo assim, serão capazes de utilizá-la como prática discursiva com muita facilidade durante sua trajetória escolar. Com base na reflexão mencionada neste trabalho, é necessário compreender a prática pedagógica como elemento de produção do conhecimento, dessa forma, ocorre à necessidade e precisão do alfabetizar letrando. Assim constituíssem um trabalho feito pelo educador e também pelas pessoas que participam do aprendizado da criança, requerendo mudanças significativas acerca de práticas pedagógicas através do ensino da leitura e da escrita para o seu aprimoramento nas séries iniciais.
              Nesta pesquisa bibliográfica os assuntos explorados abordaram a Alfabetização e letramento no mundo e no Brasil, mostrou também os principais desafios encontrados pelos docentes para alfabetizar letrando; dissertou-se sobre o processo de ensino da língua escrita sugerindo algumas formas de trabalhar a língua tendo como suporte os nomes das crianças.
Apesar de ser uma pesquisa, tendo em vista o uso de uma pesquisa bibliográfica e descritiva, é importante ressaltar que tal pesquisa possui relevância quando se verifica que os procedimentos feitos para se chegar à comprovação de que alfabetização e letramento são dois processos diferentes, que possuem mecanismos distintos, mas que precisam ser trabalhados juntos na perspectiva do alfabetizar letrando, tendo como instrumento de aprendizado os materiais didáticos que visam atingir esta perspectiva.
Desta forma os objetivos da pesquisa que eram investigar as práticas pedagógicas de alfabetização e letramento desenvolvidas no 2º ano do Ensino Fundamental da Escola Santa Terezinha no município de Itaitinga-Ce, conceituar alfabetização e letramento e identificar os principais desafios encontrados no processo de alfabetização e letramento foram alcançados.

REFERÊNCIAS

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ZÓBOLI, G. B. Práticas de ensino: subsídios para a atividade docente. 2. ed. São Paulo: Ática, 1991.


Graduada em Pedagogia pela Faculdade Ateneu. 
Graduada em Letras: Português-Inglês /pela Universidade Estadual do Ceará - UECE; Especialista em Gestão
escolar/ pela Universidade Estadual do Vale do Acaraú - UVA; Especialista em: Gestão e Negócios, Didática de
Ensino Superior, Psicopedagogia clínica e Institucional/ pela Faculdade Ateneu – FATE.  

sexta-feira, 26 de julho de 2013

O GESTOR EDUCACIONAL E O USO DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NO SEU AMBIENTE DE TRABALHO

O GESTOR EDUCACIONAL E O USO DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NO SEU AMBIENTE DE TRABALHO
Autora: Profa. Esp. Silvia Letícia Martins de Abreu[1]
Orientador: Prof. Ms. Rickardo Léo Ramos[2]
RESUMO
A Inteligência Emocional pode ser definida como a capacidade natural que os humanos têm para gerir emoções com o objetivo de adaptar-se às circunstâncias do ambiente em que vive. E esta capacidade pode melhorar mediante a introspecção e a prática. Assim, quando se fala de inteligência emocional acredita-se que, apesar da sua importância para todas as áreas da vida de um ser humano, e em especial a profissional, ainda hoje não é utilizada adequadamente por estes. Desta forma, este artigo tem como objetivo principal descrever a influência da inteligência emocional no ambiente de trabalho do gestor educacional; assim como, mostrar o conhecimento, a utilização e as contribuições que ela pode trazer para o dia-a-dia do gestor em educação. Assim sendo o problema da pesquisa vem responder a seguinte indagação: Como a inteligência emocional pode ser aplicada como um instrumento de suma importância no ambiente educacional? A pesquisa foi a partir de um levantamento bibliográfico, exploratória e descritiva sobre a influência de autores renomados, cujo foco teve como principal assunto a Inteligência Emocional e o Gestor Educacional. Com base nestes levantamentos de dados realizou-se um estudo sobre o controle das emoções, suas influências e importância para a vida pessoal e profissional do líder educacional; para que este alcance seu sucesso profissional.
Palavras-chave: Inteligência Emocional; Gestor Educacional; Ambiente de Trabalho; Controle Emocional.

INTRODUÇÃO

                  O presente estudo tem o intuito de abordar de maneira clara e prática, porém com profundidade a necessidade de conhecimento sobre a dinâmica mental e emocional do ser humano dentro da perspectiva educacional, inclusive sobre o assunto Inteligência Emocional, que apresenta nos dias atuais relevantes importância para as pessoas quando se pensa no equilíbrio das emoções, para um melhor relacionamento interpessoal, principalmente no ambiente de trabalho.
                Atualmente o importante é fazer com que a Inteligência Emocional nos permita dominar as nossas emoções de cada dia, ao invés de deixar que elas nos dominem. O gestor, por exemplo, que consegue lidar com problemas emocionais, tanto dele quanto das pessoas que o rodeia, sabendo diferenciar o lado profissional do pessoal, provavelmente, conseguirá manter suas atividades mais produtivas e um ambiente de trabalho mais harmonioso.
        Esta ação provoca o surgimento da Inteligência Emocional, isto é, o autoconhecimento, a capacidade de entendermos os nossos próprios sentimentos mais sutis e torná-los em atitudes para nortear as nossas condutas. Isto leva a ter flexibilidade de aceitação de críticas e compreender melhor as emoções das pessoas.
                   Com base neste contexto o artigo desenvolve-se a partir do seguinte tema: O gestor educacional e o uso da inteligência emocional no seu ambiente de trabalho. A relevância do tema reside em dois fatores. Em primeiro lugar a inteligência emocional e o seu uso; sendo o segundo focalizado no gestor educacional, para que o ambiente educacional possa ser um lugar agradável e de sucesso promissor para aqueles que dele fazem parte.
                   Pode-se dizer que a competência de um gestor pode ser avaliada por sua capacidade em lidar com papéis e objetos materiais, mas atualmente, também por sua habilidade de lidar com as pessoas. Muitas vezes os seres humanos não sabem utilizar a Inteligência Emocional, nem na vida pessoal e menos ainda na profissional.
                O presente artigo tem como objetivo mostrar o conhecimento, a utilização e as contribuições que a Inteligência Emocional pode trazer para o dia-a-dia do gestor em Educação. A metodologia aplicada se fundamenta através da pesquisa bibliográfica, através de autores contemporâneos e pesquisa em sites, desenvolvendo uma pesquisa descritiva e exploratória, cujo foco teve como principal assunto a Inteligência Emocional e o Gestor Educacional.
                    Assim, este trabalho discorre em quatro capítulos, sendo que o primeiro é a introdução, no segundo estão descritos assuntos referentes a definições da Inteligência Emocional e como é sua aplicação no ambiente de trabalho.              
                   O terceiro faz menção ao controle das emoções, suas habilidades e sua influência na vida pessoal e profissional do gestor educacional, para que este tenha um melhor desempenho no seu ambiente de trabalho; dentro desse contexto podemos citar que todas as pessoas da organização, não importando seu nível, são administradores de suas tarefas, e, não simplesmente executores.
             E por fim; o quarto que traz algumas formas de interligar a Inteligência Emocional ao ambiente de trabalho do gestor educacional, pois este deve ser capaz de desenvolver diversas ações para melhorar o seu ambiente de trabalho, demonstrando emoções ou sentimentos positivos para solucionar conflitos profissionais.

2 CONCEITOS DE INTELIGÊNCIA EMOCIONAL E SEU USO NO AMBIENTE DE TRABALHO.

            A expressão inteligência emocional segundo Aguera (2008) surgiu pela primeira vez em 1985, nos trabalhos científicos do psicólogo israelita Reuven Baron, que criou também o termo quociente emocional para descrever sua forma de avaliar a competência social e emocional.
          Porém esses conceitos só tiveram boa receptividade depois que os psicólogos norte-americanos Salovey e Mayer (1990) os assumiram; assim como com a extraordinária divulgação da obra de Daniel Goleman (1995) que tornou tais conceitos de grande importância no mundo psicológico. Dessa maneira no decorrer dos tempos foram surgindo várias interpretações para se definir a inteligência.
           Em primeira abordagem Aguera (2008) define a inteligência emocional como:
a capacidade natural que nós, os humanos, temos para gerir nossas emoções com o objetivo de nos adaptarmos às circunstâncias de nosso ambiente; capacidade que podemos melhorar mediante a introspecção e a prática. (2008, p.91) 
          Quando se fala de inteligência emocional acredita-se que, apesar da sua importância para todas as áreas da vida de um ser humano, principalmente a profissional, ainda não é utilizada adequadamente por estes.
         O conceito de inteligência é tão antigo quanto à própria humanidade, mesmo nos mais antigos dos registros. Como na Bíblia, que tanto no antigo como no novo testamento encontram-se relatos ricos com fatos impressionantes sobre a inteligência. Segundo ANTUNES: 
A palavra inteligência tem sua origem da junção de outras duas palavras latinas, a palavra Ester (entre) mais a palavra legere (eleger ou escolher). Adaptando-se a origem desse termo ao conceito atual de inteligência, chega-se à idéia, que a inteligência é a escolha melhor entre dias ou mais situações (1998 p. 16).
         E assim, é inteligente quem escolhe a melhor saída, ou melhor, respostas. A inteligência é como a fala, nasce-se com a capacidade de falar, porém não se nasce falando; assim é a inteligência; ela não existe pronta, cada um precisa criar a sua própria inteligência, ou seja, todos os seres humanos nascem com as faculdades necessárias para desenvolvê-la.
            Desta forma, ser inteligente não significa ter boa capacidade de aprender e resolver testes de QI ou ter boa memória, mas sim implica saber utilizar o potencial que se tem no momento apropriado, ou seja, para obter a resposta adequada às suas necessidades. 
          Inteligência Emocional pode ser definida como o uso inteligente das emoções, ou seja, ser capaz de fazer intencionalmente com que suas emoções trabalhem a seu favor, usando-as como uma ajuda para editar seu comportamento e seu raciocínio, de maneira a aperfeiçoar seus resultados.
                  Atualmente, existe uma tendência maior em avaliar a inteligência das pessoas considerando a habilidade em lidar com as emoções, o que caracteriza a inteligência emocional. Revela-se, então, um grande fato: o amadurecimento cultural da sociedade que sempre consideraram competentes apenas os indivíduos que possuía talentos intelectuais e esqueciam que a natureza fundamental dos seres humanos é emocional.
                 É imensurável a quantidade de situações em que a inteligência emocional pode ser colocada em prática, principalmente no local de trabalho: ao se utilizar das emoções de maneira produtiva; para solucionar um problema complicado; ao desenvolver a capacidade necessária para manter um bom relacionamento com os colegas; ao realizar uma tarefa e muitos outros desafios que surgem no dia-a-dia de uma instituição ou empresa.
                   Para se chegar ao sucesso nas diversas fases da vida e principalmente na vida profissional, são necessários vários fatores, além da inteligência e espírito de trabalho. As relações interpessoais, a capacidade de trabalho em grupo, a capacidade de ouvir e de se colocar na posição de outros, e a capacidade de ouvir a nossa consciência tornaram-se fundamentais num mundo cada vez mais ligado por redes e em que cada vez mais o trabalho é tarefa de uma equipe. Para ter sucesso, alem de inteligência "intelectual" é necessário ter também inteligência emocional.
                   O fundamental da inteligência emocional é reconhecer um sentimento enquanto ele decorre. Os sentimentos desempenham um papel crucial nas nossas tomadas de decisões. Eles são uma espécie de sinais que nos alerta para o perigo possível, mas também nos alerta para oportunidades ímpares. Segundo GOLEMAN:

O ser humano tem duas mentes, a racional e a emocional, as quais constituem- se em formas de conhecimento que interagem na construção da vida mental. A mente racional é o modo de compreensão de que o ser humano tem consciência, é mais atenta e capaz de ponderar, refletir e fazer ligações lógicas. Já a mente emocional age irrefletidamente, excluindo a reflexão deliberada e analítica, que caracteriza a mente racional. Reage ao presente com meios registrados ao longo da história evolutiva do homem, em situações que ficaram gravadas como tendências inatas e automáticas do ser humano (2001, p.23).

                   A inteligência emocional é como um conjunto específico de aptidões utilizadas no conhecimento e processamento e das informações relacionadas à emoção e expressão de um estágio na evolução do pensamento humano; é a capacidade de sentir, entender, controlar e modificar o estado emocional próprio ou de outra pessoa de forma organizada. A aptidão emocional é, pois, uma meta capacidade que determina até onde se pode usar bem quaisquer outras aptidões que se tenha. Para GOLEMAN.

As pessoas com prática emocional bem desenvolvida têm mais probabilidade de se sentirem satisfeitas e de serem eficientes em suas vidas, dominando os hábitos mentais que fomentam sua produtividade; as que não conseguem exercer nenhum controle sobre sua vida emocional travam batalhas internas que sabotam a capacidade de concentração no trabalho e de lucidez de pensamento. (2001, p. 49).

                  Portanto é inteligente quem escolhe a melhor resposta, ou a melhor saída para as diversas situações ocorridas no seu dia-a-dia. Todos nascem com o potencial das várias inteligências, a partir das relações com o ambiente e aspectos culturais.

2.1 algumas Características da Inteligência Emocional

                   A autoconsciência, motivação, persistência, e entendimento são mais algumas características da inteligência emocional, que por sua vez também tem os aspectos sociais como persuasão, cooperação, negociação e lideranças essas são vistas como maneiras alternadas de ser esperto, não em termos de QI, mais em termos de qualidade humana do coração.
                   A inteligência emocional não é genética, estas habilidades são aprendidas mais do que inseridas. Para GOLEMAN. É nesse sentido que a inteligência emocional é uma aptidão mestra, uma capacidade que afeta profundamente todas as outras, facilitando ou interferindo nelas (1995 p. 93).
                   Conseguir definir tais aspectos com flexibilidade implica, em entender com exatidão o que significa usar inteligentemente a emoção. As emoções são um campo com o qual se pode lidar, assim como a matemática ou física, com maior ou menor talento, exige aptidões. Essas aptidões são decisivas para a compreensão do motivo pelo qual um indivíduo prospera na vida, enquanto outro, de igual capacidade intelectual, não consegue passar da estaca zero.
                   Por tudo, entende-se que a Inteligência Emocional é a capacidade de sentir, entender e aplicar eficazmente o poder e a perspicácia das emoções como uma fonte de energia, informação, conexão e influência humana. E que a inteligência emocional é absolutamente vital para o bom desempenho e o sucesso profissional, razão pela qual é muito mais valiosa que o QI e as habilidades técnicas juntas.

2.3 As Áreas mais Importantes da Inteligência Emocional 

               Tem-se a inteligência emocional como a capacidade de raciocinar abstratamente, de resolver problemas, de adaptar-se a situações novas, ser criativo, ter boa memória, raciocínio numérico e espacial, entre outras. Ela é a cerne do fracasso ou do sucesso.
              Segundo Gardner (1995), as pessoas possuem oito áreas de inteligência. Ainda que esse número determinado de inteligências seja, em parte, subjetivo, essas são as “supostas” inteligências que ele denomina de: inteligências múltiplas: a inteligência lingüística ou verbal, a lógico-matemática, a espacial, a musical, a cinestésica corporal, a naturalista e as inteligências pessoais (intrapessoal e interpessoal).
                Existem três pontos importantes sobre inteligência emocional que não se pode deixar de enfatizar: primeiro: não existe uma inteligência mais importante que a outra; segundo, todo indivíduo é capaz de desenvolver todas as oito inteligências múltiplas ou mais; e por fim, todas as oito inteligências múltiplas são independentes. Inteligência é como digital, não há duas iguais.
                 Alguns são os tipos de inteligências Múltiplas, assim segue suas especificações:

Inteligência Linguística: é a capacidade demonstrada em sua forma mais completa (poetas) e consiste na capacidade de pensar com palavras e de utilizar a linguagem para expressar e avaliar significados complexos.

Inteligência lógico-matemática: é a capacidade lógica e matemática, a qual possibilita calcular, quantificar, considerar hipóteses, realizar operações matemáticas complexas e ter raciocínio dedutivo.

Inteligência espacial: corresponde à capacidade de formar um modelo mental de um mundo espacial e pensar de forma tridimensional. Permite que a pessoa seja capaz de perceber imagens internas e externas, recrie, transforme e opere utilizando esse modelo.

Inteligência cinestésico-corporal: é a capacidade de manipular objetos e sintonizar habilidades físicas (desenvolvida principalmente por atletas, dançarinos, cirurgiões).

Inteligência musical: é aquela que apresentam as pessoas que possuem uma sensibilidade para a entonação, a melodia, o ritmo e o tom.

Inteligência naturalista: consiste em observar padrões na natureza, identificar e classificar objetos e compreender os sistemas naturais e aqueles criados pelo homem.

Inteligência interpessoal: é a capacidade de compreender outras pessoas e interagir com elas. Corresponde à sensibilidade para responder de forma adequada às situações (como fazem professores, vendedores, políticos, terapeutas, líderes religiosos).

Inteligência intrapessoal: é a capacidade de formar um modelo verdadeiro de si mesmo e usar esse conhecimento no planejamento e direcionamento de sua vida. Compreende saber administrar os próprios sentimentos, reconhecendo as qualidades e defeitos. Inclui disciplina, auto-estima e auto-aceitação. (GARDNER, 1995).

                   Com base nas definições acima compreende-se que as aptidões emocionais são de suma importância nas condições do cotidiano físico, individual e social; pois é certo que um homem emocionalmente equilibrado é um homem que terá um futuro brilhante; assim como não é a capacidade intelectual do homem que determina seu futuro; é a administração, o domínio das emoções, o fator essencial para o desenvolvimento da sua inteligência.

3 A EMOÇÃO E SUA INFLUÊNCIA NA VIDA PESSOAL E PROFISSIONAL DO GESTOR EDUCACIONAL

            Segundo Aguera (2008), do ponto de vista científico, uma emoção é uma alteração corporal que se caracteriza por variáveis fisiológicas que podem ser medidas e observadas: ritmo respiratório, tensão arterial, ritmo cardíaco, temperatura corporal, sudoração, condutividade dérmica da pele, produção salivar, hormônios no sangue, abertura das pupilas etc. Outra definição diz respeito ao significado de emoção em sua etimologia literalmente falando, que é “movimento para fora”; ou seja, a palavra emoção refere-se a um impulso para a ação.
           Os sentimentos nos proporcionam uma informação vital e potencialmente proveitosa em cada minuto do dia. Quando as emoções subtraem a concentração, o que está sendo subtraído é a capacidade mental cognitiva que os cientistas chamam “Memória Funcional”, isto é, a capacidade de ter em mente todas as informações relevantes para execução de determinadas tarefas. Para GOLEMAN:
Os que têm sintonia natural com a voz do seu coração – a linguagem da emoção - certamente são mais capazes de articular as mensagens dele. Essa sintonia interna talvez seja responsável por tornarem as pessoas mais talentosas (1995 p. 67).
       As emoções cumprem um papel de considerável importância na vida pessoal e profissional, afinal, frequentemente o sujeito defronta-se com situações novas, sendo necessário fazer uso das emoções de forma inteligente, utilizando-as para orientar o comportamento e o raciocínio no intuito de obter melhores resultados.
       Existem cinco emoções básicas: medo, raiva, tristeza, alegria e afeto, que são considerados como letras do alfabeto emocional. Cada uma delas se manifesta independentemente da outra. Elas são excludentes entre si, não ocorrendo duas ou mais de uma só vez. Às vezes, podemos ter a impressão que estamos sentindo, simultaneamente, medo, raiva e tristeza. Na realidade, o que está ocorrendo é um trânsito rápido em alta velocidade. GOLEMAN fala que: A capacidade de manter o autocontrole, de suportar o turbilhão emocional que o acaso nos impõem e de não se tornar um escravo, tem sido considerado como uma virtude (1995 p. 69).
               Aguera (2008) quando se refere ao funcionamento das emoções diz:

As emoções são processos do sistema límbico ativados quando são detectadas alterações corporais significativas provenientes das ações motoras lançadas pelos instintos. São respostas imediatas de inibição ou aceleração, atendendo à memória de vivências de situações semelhantes, produzidas mesmo antes que o indivíduo tenha consciência delas. A mudança do estado do corpo originado pelo alerta instintivo provoca uma emoção que por sua vez, causa uma alteração no estado do corpo. (2008, p.72)

             É muito importante ter em mente que as emoções não foram criadas pela natureza para serem controladas. Pelo contrário, foram criadas para controlar nossas respostas em situações críticas. Na verdade, manter sob controle as emoções que nos afligem é fundamental para o bem-estar tanto pessoal como profissional.
            O grande diferencial do homem para os demais animais é o poder da palavra. Desta forma a expressão verbal das emoções tornou-se um fenômeno extraordinário na vida humana. A comunicação interpessoal poderá ser saudável ou patológica em função de emoções expressas de modo sutil ou explícito, adequado ou não. GOLEMAN cita que: "Quando se investiga a evolução da espécie humana deu-se à emoção um papel muito essencial em nosso psiquismo, os sociobiólogos verificaram que, em momentos decisivos, ocorre uma ascendência do coração sobre a razão". (1995, p.24).

               Por tanto a emoção tem papel fundamental, sobre tudo no início da vida, pois um ser humano quando nasce não possui qualquer capacidade para se fazer entender e para expressar suas necessidades e desejos, senão através do choro ou com movimentos não coordenados e globais. E já como adultos aprender controlar essa emoções é o essencial para um bom desenvolvimento pessoal e profissional.

3.1 O Controle das emoções contribuem para um melhor desempenho no ambiente de trabalho
              Só se pode ser capaz de controlar as emoções quando for capaz de compreendê-las para lidar melhor com as situações e de maneira mais produtiva. Ao tomar consciência dos sentimentos, por exemplo, a raiva, logo se gera um pensamento associativo (normalmente são irracionais), por exemplo: ele é um idiota, tenho vontade de matá-lo, em seguida deve ser desenvolvido um diálogo interno construtivo: não vou deixar transparecer minha raiva. Depois disso, as alterações fisiológicas também precisam ser interrompidas - como respiração acelerada, coração batendo forte - com técnicas de relaxamento. Goleman diz que:

Para controlar as emoções é preciso reconhecê-las para controlar os pensamentos, as reações fisiológicas e as atitudes. (...) para controlar nossas emoções, precisamos assumir o controle das nossas atitudes, e para assumir o controle de nossas atitudes precisamos primeiro reconhecê-las (1995 p. 60).

         Para manter sob controle as próprias emoções também é essencial uma boa comunicação. Não importa qual seja o estado de ânimo que se atravessa. O desafio está em manter a serenidade e a compostura, procurar manter um estado de ânimo neutro é a melhor estratégia na fase de preparação para se lidar com uma pessoa. Para GOLEMAN

A área pré-frontal é o local da memória operacional responsável pela capacidade de prestar atenção e reter informações. É vital para a compreensão e o entendimento; o planejamento e a tomada de decisões; o raciocínio e o aprendizado. (1995. P. 65).

                   É bem verdade que todas as pessoas já ouviram alguém, talvez até nós mesmos, ser aconselhado: “Controle suas emoções, esfrie a cabeça”. Isto em geral significa: “Sufoque suas emoções”. Porém, aprende-se que as emoções nos fornecem muitas pistas da razão dos nossos atos, e sufocá-las iria nos privar dessa informação. Reprimi-las tampouco vai afastá-las, e pode permitir que elas cresçam despercebidas, como a raiva. Assim controlar as emoções significa algo bastante diferente de sufocá-las; significa compreendê-las e usar essa compreensão para modificar as situações em seu benefício.

Segundo Weisinger (2001):

A tendência das situações perturbadoras, tais como ser repreendido por seu chefe ou estar zangado com um colega, é que elas venham a gerar estilos e padrões de raciocínio distorcidos que modificam sua percepção da realidade. Aprendendo a evitar o raciocínio distorcido você terá melhores condições de conseguir maior domínio sobre seus pensamentos automáticos e controlar suas emoções. (WEISINGER, 2001).

           Enfim, dominar as emoções não significa sufocá-las, pois se há uma compreensão do contexto emocional onde o indivíduo está inserido, pode-se então, colocar em ação o controle de suas emoções a seu favor, de forma a provocar a satisfação pessoal no desenvolvimento das suas atividades profissionais. (GONÇALVES, 2006).

5 RELAÇÃO ENTRE O GESTOR EDUCACIONAL E A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL.

             Faz necessário para o gestor educacional use no seu dia a dia de trabalho o (QE) quociente emocional, para resolver diferenças e conflitos de interesses nos relacionamentos. As diferenças em sentimentos, desejos, personalidades, opiniões e valores que encontram-se nos ambientes de trabalho, não devem torna-se divisórias.
            A inteligência emocional batizada de QE pesa duas vezes mais que o QI (quociente intelectual). Segundo Aguera (2008), o que levou o sucesso do novo modelo usado nas instituições foi exatamente mostrar as limitações do QI; pois ele pode ser aceito como uma boa medição da inteligência analítica, lógico matemática, intelectual, acadêmica ou como queiram chamar, mas jamais como medição global das pessoas.
        Partindo deste pensamento ver-se que as aptidões inatas na conquista de bons resultados profissionais dependem hoje, em especial do QE. Isso quer dizer que não basta possuir um QI acima da média, ou simplesmente manifestar uma habilidade incomum, como garantia de sucesso. É muito mais importante saber gerenciar emoções, promover cooperação e ambiente de harmonia entre as pessoas com quem se trabalha.
           O QE estimula o respeito à criatividade e à camaradagem. O QE é um dos principais elementos que ajuda o gestor educacional a alcançar seu potencial construtivo. Conseqüentemente torna-se estimulante para o trabalho em equipe, que atualmente é uma forma que todas as instituições de ensino desenvolvem para melhorar a qualidade de ensino, e, consequentemente, a qualidade do aprendizado.
          O respeito pelos sentimentos, assim como pelas idéias, cria um ambiente de trabalho favorável para empatia e o entendimento. Os mesmos princípios do QE que ajudam grupos a resolverem conflitos, também se aplicam aos conflitos de interesse, envolvendo grupos mais diversificados. Deve-se exercitar constantemente o diálogo e a auto-análise entre os grupos, assim, a produção do sujeito flui naturalmente, mantendo-o em equilíbrio consigo mesmo e com os demais. (AGUERA, 2008) 
      Utilizar bem a inteligência emocional é ter habilidade para trabalhar em equipe, estabelecendo redes sociais e construindo relacionamentos, mesmo entre pessoas de características temperamentais diferentes. Isso implica no exercício constante do diálogo e da auto-análise, mantendo a humildade em reconhecer os próprios limites. Goleman(1995 p. 41) cita que: “É por isso que quando estamos emocionalmente perturbados dizemos “simplesmente não consigo raciocinar” é porque a contínua perturbação emocional cria deficiência nas aptidões intelectuais.” 
                  É preciso estar consciente das motivações para que o gestor educacional possa ficar em harmonia com suas aspirações, definidas de acordo com critérios internos que são emocionais, ou seja, ficar em sintonia com o que acontece na instituição, assim seu desempenho fluirá naturalmente. 
          Por tanto a ideia principal é que se consiga descobrir e compreender as necessidades dos outros e que eles entendam e compreendam a suas, afim de que o relacionamento possa ser uma troca segura e saudável para o bom desenvolvimento das atividades.
                   Por tanto cabe ao gestor educacional ouvir e falar com consciência emocional e empatia para aproximar-se mais das pessoas, mesmo quando elas parecem estar a quilômetros de distância. Segundo GOLEMAN apud DAMÁSIO (1995 p. 41) : “As decisões mal tomadas são porque perdemos o acesso a que foi emocionalmente aprendido, como ponto de encontro entre o pensamento e a emoção.”
           O Gestor em Educação deve ser capaz de desenvolver diversas ações para melhorar o seu ambiente de trabalho, demonstrando emoções ou sentimentos positivos para solucionar conflitos profissionais. Quando há delegação, mantém-se um diálogo com os colaboradores sobre quem faz o quê. Quando se aconselha, conversa-se sobre o que está dando certo e sobre o que precisa melhorar. Quando há recompensa, se faz isso com palavras. E quando existe a motivação, todas as coisas acima citadas criam as condições ideais para que todos se sintam participantes, comprometidos, conectados e capazes de contribuir. 
             Dessa forma, a inteligência emocional não se limita à razão, ao pensamento dito racional, claro e lógico, mas é, sim, fundamental analisar qualquer questão com um nível adequado de emoção. Portanto, a inteligência emocional funciona como um tipo de sexto sentido com o qual o gestor educacional pode juntar o bem-estar pessoal e o bem-estar profissional.
                Assim, tendo em vista que um bom clima de um grupo influencia reciprocamente as pessoas, tornando o ambiente de trabalho mais agradável, estimulante e cooperativo; é preciso que cada pessoa acredite em seu potencial, para que também alcance o equilíbrio emocional.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

                  Diante das argumentações expostas percebe-se que a Inteligência Emocional relaciona-se as habilidades, tais como: motivar-se a si mesmo, ser capaz de controlar impulsos, canalizando emoções para situações apropriadas; motivar pessoas, ajudando-as a liberarem seus melhores talentos, e conseguir seu engajamento aos objetivos de interesses comuns. E que o uso das competências emocionais, aliadas ao conhecimento técnico adequado constitui as competências necessárias para o sucesso do gestor educacional.
                  No presente artigo observou-se que mais importante do que ter um QI (Quoeficiente de Inteligência) elevado é saber controlar as suas próprias emoções; comprovando assim, que nos dias atuais, a capacidade intelectual não é mais o fator fundamental para o sucesso, seja ele profissional ou acadêmico; e sim que, é o controle emocional de uma pessoa que vai determinar sua inteligência, e, consequentemente, seu sucesso.
                   Assim sendo, a resposta a questão-problema: Como a inteligência emocional pode ser aplicada como um instrumento de suma importância no ambiente educacional?, pode ser encontrada ao longo deste artigo, de forma clara e precisa; através da realização da pesquisa bibliográfica, exploratória e descritiva sob a influência de autores renomados. Com base nestes levantamentos de dados realizou-se um estudo sobre o controle das emoções, suas influências e importância para a vida pessoal e profissional do líder educacional; para que este alcance seu sucesso profissional.
                         Enfim, este artigo teve como objetivo principal mostrar o conhecimento, o uso e as contribuições da Inteligência emocional no ambiente de trabalho do gestor em educação, com o intuito de comprovar a importância do controle das emoções para um melhor desempenho dos gestores em comunhão com os outros funcionários.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AGUERA, Llorenç Guilera. Além da inteligência Emocional (As cinco dimensões da mente). São Paulo: Cengage Learning, 2008.
ANTUNES, Celso. A inteligência emocional na construção do novo eu. 4.ed. Petrópolis: Editora Vozes, 1998.
GARDNER, H. Inteligências múltiplas: a teoria na prática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.
GOLEMAM, Daniel. Inteligência Emocional. Tradução: Marcos Santarrita, 51.ed. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 1995.
________________. Inteligência Emocional: A teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente. 46.ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 1995.
________________. Trabalhando com a Inteligência Emocional. Traduzido por M. H. C. Côrtes, Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 1999, 412p.
________________. Inteligência Emocional: a teoria revolucionaria que define o que é ser inteligente. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
RYBACK, David. Emoções no local de trabalho: o sucesso do líder não depende só do QI, São Paulo: Cultrix, 2000. 
WEISINGER, Hendrie. Inteligência Emocional no Trabalho. Traduzido por Eliana Sabino. 3ed. Rio de Janeiro: Campus, 1997, 219p.
____________, H. Inteligência emocional no trabalho: como aplicar os conceitos revolucionários da I. E. nas suas relações profissionais, reduzindo o estresse, aumentando sua satisfação, eficiência e competitividade. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
GONÇALVES, Fernanda Schröder (2006), Inteligência Emocional no trabalho. http://www.rh.com.br/Portal.  Acessado em 10 de julho de 2010.





[1] Especialista em Gestão escolar pela Universidade Vale do Acaraú; Didática de Ensino superior e MBA em Gestão e Negócios pela Faculdade Ateneu - FATE